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Livros, filmes e CDs para o Natal / música; cinema; literatura.

Renato Alessandro dos Santos

Já comprou o presente de natal para sua outra metade? Não?! Puxa, que bom! Nós, do Tertúlia, optamos por indicar livros, filmes e CDs não apenas lançados em 2012, mas nos anos e décadas anteriores também. Literatura, cinema e música em obras que são (e sempre serão) imprescindíveis e inacredincríveis. Por que gastar dinheiro apenas com o que foi lançado neste ano, se, antes, muita coisa boa já estava aí, esperando por você? A seguir, as indicações de Tertúlia a quem possa interessar. Feliz Natal e 1 2013 upa!

 

LIVrOS

 

Antes do Baile Verde, de - Lígia Fagundes Telles. A clássica coletânea de contos da escritora paulista Lygia Fagundes Teles pode novamente ser encontrada nas livrarias graças à reedição feita pela editora Companhia das Letras em 2009. São cerca de vinte contos redigidos nas décadas de 50 e 60 que trazem à tona, de um modo visceralmente íntimo, pormenores das relações afetivas. (Ricardo Dalla Vecchia)

O triste fim do pequeno menino Ostra e outras histórias (Ed. Girafinha, 1997, 123 páginas), de Tim Burton. Vindo diretamente do incrível mundo de Tim Burton. Ele não apenas escreveu, mas ilustrou também. Serão 15 minutos dos mais fantásticos e surreais de sua vida. Nenhum ser humano que ame o Tim pode passar a vida sem ler isso! (Vanessa Lira)

Ontem não te vi em Babilônia (Ed. Alfaguara/Objetiva, 2008). Este foi o último livro que li do Antônio Lobo Antunes. Penso que este seja o vigésimo romance deste incansável escritor que está para chegar à marca de trinta. Acho boboca a rivalidade que insistem entre Saramago e Lobo Antunes... Mas sou mais Lobo Antunes. (Paulino Junior)

O efeito sombra (Ed. Leya), de Deepak Chopra, Debbie Ford e Marianne Williamson. Livro que faz uma abordagem psicológica, em parte junguiana, das dificuldades que levam aos mais diversos tipos de fracasso pessoal. Todos nós temos um lado obscuro que procuramos esconder dos outros, e até de nós mesmos, com o intuito de ressaltar nossas melhores qualidades e comportamentos considerados socialmente adequados. Porém, de acordo com o livro, pode ser a aceitação e o entendimento deste lado que procuramos esconder que nos permitirá explorar o melhor de nós mesmos. (Everton Luis Sanches)

A arte de escrever, de Arthur Schopenhauer. Impressionante como esse livro parece ter sido escrito ontem. O autor faz uma reflexão sobre a literatura e ataca tanto aqueles que só escrevem por dinheiro quanto quem não têm critério para ler. Aborda diversos aspectos: “sobre a erudição e os eruditos”, “pensar por si mesmo”, “sobre a escrita e o estilo”, “sobre a leitura e os livros” e “sobre a linguagem e as palavras”. Esta frase resume bem o teor das ideias: "Para ler o que é bom uma condição é não ler o que é ruim, pois a vida é curta. O tempo e a energia são limitados." (Ubirajara Gonçalves Filho)

A montanha Mágica, de Thomas Mann. Ambientado antes da primeira guerra, o livro narra a história de um jovem engenheiro que parte aos Alpes suíços com o objetivo de tirar umas férias de três semanas junto ao primo que se encontra enfermo. Chegando lá, encontra uma gama de personagens dos mais diversos, que no fundo representam um microcosmo da humanidade. Nesse volume de 957 páginas (edição brasileira), Mann apresenta a vida europeia do período e as expectativas que o século anuncia. Um romance onde um dos personagens diz: "A malícia, senhor, é o espírito da crítica, e a crítica representa a origem do progresso e do esclarecimento." (Haron Gamal)

Jogo das Contas de Vidro, de Hermann Hesse. Iniciado em 1931 e concluído apenas em 1943, Jogo das Contas de Vidro teve primeiramente sua publicação rejeitada na Alemanha, devido à visão antiditatorial do autor. Em aproximadamente 660 páginas, Hesse coloca em seu romance questionamentos reais para a época, como a obediência cega da nação alemã ao regime totalitarista imposto, sem esquecer também toda a espiritualidade banhada pela fé indiana, pensando na mudança real a partir de seu interior. Vale a pena! Fato! (Alex Rios)

Hamlet, de William Shakespeare. Quando comecei (realmente) a ler, com 20 anos, quis começar com o melhor: Shakespeare, e até hoje não há livro para mim mais imortal do que a tragédia que conta a história do príncipe dinamarquês. (André Carretoni)

Bowie: a biografia, de Marc Spitz. Embora fã declarado de David Bowie, Spitz não faz uma hagiografia em Bowie: a biografia. Poderia acontecer. E acontece. Mas não aqui, quando linha após linha é possível ler sobre a ascensão que o camaleão Bowie atingiu na década de 70. Não é uma hagiografia, porque Bowie não é endeusado como um artista que lapidou apenas obras-primas, embora você possa discordar da opinião de Spitz em vários momentos. Conhecer o trabalho de um artista, em ordem cronológica, é algo interessante a se fazer. Então, faça assim: baixe toda a discografia de Bowie e, disco a disco, vá ouvindo Bowie e lendo o que Spitz tem a dizer sobre cada álbum e fase do camaleão. Lembre-se que Bowie é o artista multifacetado que lançou Aladdin sane, Heroes, Space oddity, dentre outras maravilhas. (Renato Alessandro dos Santos)

Crônica da casa assassinada, de Lúcio Cardoso (1959). Uma das obras mais densas, intrincadas (no sentido psicológico) e originais que eu já li. A começar pela forma, que foge completamente do usual. O texto é narrado por todos os personagens, uma vez que os capítulos são construídos a partir de cartas, anotações em diários, confissões, um recurso singular, enfim, que permite que o leitor tenha acesso aos pontos de vista de todos eles acerca do elemento central da trama, a saber, o relacionamento amoroso entre Nina, mulher de um dos irmãos Menezes (decadente família de fazendeiros do interior de Minas Gerais) e o suposto filho deles, André. Assim, costurando elementos como adultério, incesto e loucura, Lúcio Cardoso, de forma extremamente poética, arremessa o leitor para o pesadelo que é a vida dos personagens daquela casa na fazenda. Casa essa que também é um personagem essencial da obra, tanto assim que no início do livro há um mapa detalhando os cômodos da casa, visto que o aspecto espacial mostra-se essencial para a compreensão do conteúdo explorado de forma magistral e única pelo autor. (Alexandre Dantas)

Toda Mafalda, de Quino. Continuando na onda dos hermanos, esse livro traz todas as tirinhas da impagável Mafalda. Existem edições brasileiras, mas recomendo a argentina, até pelo espanhol das falas: genuíno e sem riscos de perder algo com traduções ruins. (Beto Canales)

 

dISCos

 

Tommy, de The Who. Tem a ver também com o século 20. Pai vai para a grande guerra, enquanto Tommy, um menino que não ouve, não vê e não fala, tenta perceber o mundo pelo olfato e pela intuição. Crítica à beligerância que predominou em todo o período. É bom para lembrar sempre do pesadelo que é uma guerra. (Haron Gamal)

Trilha-sonora do filme Koyaanisqatsi (Phillip Glass). O filme de 1982 dirigido por Godfrey Reggio traz uma sequência de imagens de arquivo de grandes metrópoles e paisagens naturais, em câmera lenta e em time-lapse. A música composta por Glass traduz perfeitamente as imagens, intensifica o seu efeito sinestésico, além de ser o fio condutor do filme, uma vez que não existe nenhum diálogo ou narração. (Ubirajara Gonçalves Filho)

Matriarch of the blues. Sem dúvida que a maior perda em 2012 foi a de Etta James. A “matriarca do blues” deixou um legado com sua potente e sexy voz. Esse disco foi gravado em 2000 e consiste basicamente de covers – Bob Dylan, Ottis Redding, Al Green, Rolling Stones etc. Um álbum precioso do rhythm and blues, que mostra a maestria em lapidar canções consagradas. (Paulino Junior)

Pata de Elefante. Misture uma dose da guitarra suja de Hendrix, uma pitada de country-rock, três colheres de feeling brasileiro e você terá uma barulhenta Pata de Elefante. Os caras estão na estrada há mais de oito anos e vêm consolidando o rock instrumental brasileiro. Escolher entre um dos três discos já lançados pela banda será uma decisão mais difícil do que a de comprar aquele clássico álbum do Pink Floyd ou um presente para a namorada... Boa sorte! (as músicas podem ser baixadas em patadeelefante.com) (Ricardo Dalla Vecchia)

Morir de Amor, de Soledad Villamil. Ainda influenciado pelos argentinos, destaco a música pura e de altíssima qualidade dessa sensacional cantora eatriz (estrelou, por exemplo, o também imperdível El secreto de sus ojos). Este disco que recomendo é o segundo de sua carreira, mas, claro, na dúvida, fique com os três. (Beto Canales)

Bachianas brasileiras, de Heitor Vila Lobos. É sempre bom lembrar que temos um compositor como Mozart, Beethoven, Gustav Mahler etc. (Haron Gamal)

MTV Unpluged, de Julieta Venegas (México, 2008). Voz divina. A faixa 12, “Ilusión”, é fantástica! Com a esplêndida participação de Marisa Monte, este dueto vai fazer você derramar lágrimas de emoção. (Vanessa Lira)

Ok Computer, de Radiohead (1997). Ok Computer, desde a primeira audição, ocupou em mim (e ainda ocupa) o topo do melhor disco de todos os tempos. As canções ali contidas apresentam uma perfeita simbiose entre as letras (ácidas e tristes) e a capacidade musical do grupo, explorada à exaustão. Uma vez que nada é excessivo, tudo tem razão de ser. Toda nota, instrumento e ruído soam como se fossem peças essenciais permitindo a construção de um álbum perfeito, do começo ao fim. Ok Computer é lírico, áspero, melódico, visionário, sufocante, doloroso, triste, eufórico. Ok Computer manifesta uma atmosfera bela e singular. Bela, pois produz um fascínio instantâneo assim que sua musicalidade nos é introjetada. Singular, pois traduz em linguagem própria, com texturas musicais originalíssimas, um cenário física, moral e psicologicamente desconcertado, mostrando os efeitos maléficos que o individualismo, a solidão e o consumo em excesso podem causar ao ser humano. O que a banda mostra de forma clara nesse álbum é que o indivíduo, por ser engolido pela tecnologia, por fazer parte de processos sociais cada vez mais competitivos, por ser objeto de constante controle por parte de um poder/Estado, se limita a (re)produzir, tal qual um autômato (já que não se reconhece mais), as regras, os padrões, os valores que são exigidos para que ele se mantenha “funcionando”. Tudo isso em detrimento dos sentimentos e, por vezes, da ética e de valores coletivos como a solidariedade e a fraternidade. Ok Computer é modelar, é referencial, é indispensável. (Alexandre Dantas)

Jovens, loucos e rebeldes. Optei por uma OST (Original Soundtrack) como sugestão de CD a você, leitor do Tertúlia. Gosta do rock’n’roll feito na década de 1970? Puxa, então você precisa ouvir a trilha sonora de Jovens, loucos e rebeldes (Dazed and confused). Começa com “Sweet emotion”, do Aerosmith, e segue por “Paranoid”, do Black Sabbath, e [...]. Dentro desses colchetes, imagine umas 20 canções capazes de fazer você sorrir (por dentro), porque é um adolescente num corpo oblongo com mais de 30 anos – algo que pode ser um perigo, mas não aqui, com essas canções. Ouça, porque a vida passa pela janela e você sorri, satisfeito com ela. (Renato Alessandro dos Santos

Dummy, de Portishead (1994). “Apenas um CD”, o editor disse! Como seria possível que eu indicasse apenas um disco?! Uma compilaçãozinha apenas?! Difícil, mas não impossível! Minha escolha é Dummy, de uma banda que me influencia muito ao longo dos anos: Portishead. Um CD para uma noite fria, talvez. Para os apreciadores de um bom vocal feminino, Beth Gibbons é sóbria, fria; por outro lado, transborda sentimento. Tracks recomendadas: “It could be sweet”, “Wandering star”, “Numb”, “Roads” – essa última é de arrepiar quando a guitarra lança o primeiro acorde! (Alex Rios)

Cold magic tales, de The Wanteds. Músicas autênticas e viscerais, inspiradas nas melhores produções dos Beatles, porém com o frescor das perturbações que ainda rondam a atualidade. Despretensiosos, eles mantêm a forma tradicional dos sucessos antigos, porém numa configuração que merece a apreciação do público que busca novidades musicais. Site : http://www.thewanteds.com.br/index2.html (Everton Luis Sanches)

The very best of the greatest hits, de Sua Mãe. Todos os integrantes da banda surpreendem pela performance musical, resgatando um pouco dos anos 1980 na vertente “brega”. Wagner Moura (o Capitão Nascimento, de Tropa de elite) é o vocalista da banda e interpreta as músicas como faz com seus personagens: se joga emocionalmente nas histórias narradas pelas músicas, ficando entre o trágico e o cômico, flertando simultaneamente com o popular, o ingênuo e o novelesco. Site: http://www.suamae.com.br/ (Everton Luis Sanches)

The Doors (The Doors). Foi esse CD que me abriu as portas da percepção e que me fez passar a ver o mundo como ele realmente é: infinito (William Blake). A música do grupo americano The Doors me levou até regiões inóspitas e sem estrelas, mas ela também me ensinou bastante sobre poesia e vida. (André Carretoni)

 

FiLmES

 

Juntos para sempre (Argentina, 2010). Dirigido por Pablo Solarz. Com: Peto Menahem, Malena Solda, Florencia Peña, Mirta Busnelli, Luis Luque. Los hermanos sempre estão a nos morder os calcanhares. Mas em matéria de cinema, corremos em segundo. (Haron Gamal)

Blade runner, de Ridley Scott (1982). Há filmes e filmes que podem ser considerados os melhores. Mas fico com Blade runner, pois poucas vezes assisti a um filme de ficção científica tão bem construído e que tivesse uma antevisão tão clara do que iria acontecer na sociedade nos anos seguintes. Exatamente por isso é que o filme foi, com o passar do tempo, se tornando mais e mais especial, pois vários dos aspectos abordados ali tornaram-se visíveis e palpáveis. Basta que se veja todo o aparato tecnológico ditando a forma de agir do ser humano, a descentralização da produção, o esfarelamento da diversidade cultural, culminando numa padronização de procedimentos e comportamentos, ou seja, o diretor conseguiu sintetizar de forma extremamente competente uma série de aspectos que viriam simbolizar o projeto da globalização que se disseminaria nos anos seguintes. Além disso, a história faz uma profunda reflexão sobre a busca pela identidade do homem, esvaziado cada vez mais por comportamentos competitivos e individualistas. E para completar, há a espetacular trilha sonora de Vangelis, que se torna um personagem a mais. (Alexandre Dantas)

Medianeiras (Argentina), drama, 95 minutos, 2011, direção de Gustavo Taretto, com Javier Drolas e Pilar López de Ayala. Um filme argentino fantástico, uma história leve e poética com tomadas de cenas artísticas você vai descobrir que às vezes é uma boa ideia mexer onde não se deveria. (Vanessa Lira)

Amor à Flor da Pele. (Original: Fa yeung nin wa / U.S.: In The Mood of Love, Diretor: Wong Kan-Wai, 2000). Coincidência? Destino? Pois bem, Amor à Flor da Pele é um filme que trabalha, sobretudo, a relação amorosa originada do acaso, protagonizada pelos vizinhos de quarto de pensão Chow e Li-Zhen. Wong Kan-Wai, mesmo diretor de Um Beijo Roubado (My blueberry nights, de 2007), trabalha a fotografia, a posição da câmera, o momento, o instante, em sinestesia constante com uma trilha sonora simples, porém marcante a cada cena. Vale a pena conferir! (Alex Rios)

O segredo dos seus olhos (El secreto de sus ojos, Argentina/Espanha, 2009). Dir. Juan José Campanella. Com Ricardo Darin, Soledad Villamil, Guillermo Francella. Benjamin Esposito (Darin) é um ex-oficial de justiça de um tribunal penal. Aposentado e com o tempo livre, resolve escrever um livro sobre o caso que mais marcou sua carreira: uma história trágica ainda sem solução. Acaba recordando outras questões do seu passado e decide então encerrar esse caso assim como outras pendências de sua vida. Baseado no livro de Eduardo Sacheri, La pregunta de sus ojos, o filme dá uma aula de roteiro e é um dos poucos casos em que a adaptação supera a obra original. (Ubirajara Gonçalves Filho)

Intocáveis. Eu queria votar em Abril despedaçado, do Walter Salles, mas vou de The intouchables. É um filme que trata de relações humanas; no caso, um milionário anexado a uma cadeira de rodas que, necessitando de um enfermeiro, contrata um rapaz mezzo fora-da-lei mezzo rebelde (o que dá no mesmo), fã de música-disco, que irá devolver a ele a alegria de viver. Parece piegas? Não é. Veja e tente não se envolver com este filme. Melhor: veja e tente não gostar deste filme. Acho que você não consegue. (Renato Alessandro dos Santos)

Estômago (2007), de Marcos Jorge. Gorgonzola? Vinho importado? Maria-louca? Bunda de mulher? Você tem fome de quê? Migrante nordestino, Raimundo Nonato (João Miguel) tinha fome do mundo! E foi na gastronômica cidade de São Paulo que ele conheceu diversos sabores: das coxinhas nos botecos de copo sujo, das comidas de nomes impronunciáveis nos restaurantes gourmets, da quentinha na cadeia pública. Com direção de Marcos Jorge, Estômago foi eleito um dos 10 melhores filmes da década e já recebeu inúmeros prêmios, como os de melhor ator e diretor. Saboreie! (Ricardo Dalla Vecchia)

Abutres. Filme portenho estrelado por Ricardo Darin e Martina Gusman. Excepcional drama do cinema argentino - a meu ver, sem exageros, o melhor do planeta - que mostra o funcionamento da máfia de fraudadores do seguro de trânsito em Buenos Aires. A força do filme foi tão grande que algumas leis nacionais foram modificadas depois da repercussão da película. Fortíssimo e imperdível. (Beto Canales)

Cosmopólis. Uma alegria em 2012 foi saber que David Cronenberg estava de filme novo e que este passaria no cinema (mesmo que eu tivesse de ir até o shopping). A segunda alegria é ver um veterano como Cronenberg em forma, com a precisa imagética que lhe é patente. E Robert Pattinson não compromete. (Paulino Junior)

Beautiful people (1999, Reino Unido, dir. Jasmin Dizdar). Trata-se de um filme europeu demonstrando como a intolerância figura em Londres, como a discriminação ali obedece a critérios específicos e pessoas “civilizadas” carregam o ódio provocado pelas guerras ocorridas na Europa e que ainda ocorrem no Oriente Médio. (Everton Luis Sanches)

In love and war (No amor e na guerra, 1996). O filme que me apresentou o escritor Ernest Hemingway. Foi graças a esse filme que eu soube aquilo que eu gostaria de fazer para o resto de minha vida: escrever, aprender diversas línguas e viajar pelo mundo. Hoje, dezesseis anos depois, tenho aprendido a minha sexta língua. Já vivi em Lisboa, em Paris, na Itália e na Suíça. Conheci Cuba, Fossalta di Piavi e Pamplona e tenho revisado o meu terceiro livro. Chris O'Donnell e Sandra Bullock não imaginam o quanto aquelas cenas finais me influenciaram. (André Carretoni)

Rango (EUA, 2011, dir. Gore Verbinski). Animação das mais preciosas que já vi. A arte é impecável. Os bichos exóticos são de dar nos nervos de tão reais. A água e os olhos são tão bem trabalhados que passam do nível da perfeição. Texto inteligente e engraçado até a alma. Você vai rir e chorar de rir com Rango e Feijão, mesmo que assista mil vezes. (Vanessa Lira)

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Melhor jogador de futebol: Messi (sem comentários). (Haron Gamal)

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Indicações de Helton Souto: veja ilustração a seguir.

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Ilustração de Helton Souto.

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Alexandre Dantas é pai do João e do Pedro, apaixonado por música (especialmente rock), palmeirense, sociólogo e professor universitário.


Alex Rios
é chato, cabeçudo, gordinho e baixinho, adjetivos incontestáveis. Lê poesia – mas isso não significa que a entende. É formado em Letras pela UNESP Araraquara. É professor de inglês, mas trabalha também. Atualmente é guitarrista, mas um dia já foi baixista, tecladista, flautista, gaitista, ciclista, mas na verdade queria ser surfista, ensaísta, artista, marxista, sofista e jogador de futebol. Contato: alexsrios@gmail.com

André Carretoni nasceu no Rio de Janeiro, em 11 de Janeiro de 1971; formou-se em informática e, em 1998, partiu para a Europa, em direção ao desconhecido. Escritor expatriado, consciente do longo caminho que tem pela frente, segue em busca de sua verdadeira humanidade. É autor dos romances Piedade moderna (2005), Mais alto que o fundo do mar (2008) e outros. Escreve em carretoni.com e é colaborador de Tertúlia.

Beto Canales é assíduo colaborador deste sítio, Tertúlia. Produz contos e narrativas longas, apesar de atrever-se a "cometer" crônicas. Escreve sobre cinema e, sobretudo, sobre tudo em seu blog Cinema e bobagens. A universalidade de seus personagens e os lugares onde ocorrem suas histórias são marcas registradas, permitindo que aconteçam com qualquer um em qualquer parte. Cinéfilo apaixonado e crítico de cinema, escreve em vários sites e revistas. É também editor da Esquina do Escritor e autor de A vida que não vivi, pela Multifoco, lançado na Bienal do Livro do Rio em 2009.

Everton Luís Sanches é natural de Franca; é casado, professor, ator e diretor de teatro amador há 20 anos. Fez estágio num canal de TV em Franca, produzindo comerciais e programas (1999-2000); roteirizou e dirigiu o vídeo Sociedade Alternativa (1999). Escreveu o livro A vida é sua, o mundo é nosso, editado pela Martin Claret em 2000; escreveu e dirigiu as peças Uma boa história para todos (2003) e Fuga das mulheres (2008). Possui graduação em História pela UNESP-Franca (1999), mestrado (2003) e doutorado (2008) em História e Cultura Social pela UNESP-Franca, tendo pesquisado a vida e obra de Charles Chaplin, destacando a importância de sua mensagem humanitária no contexto histórico da primeira metade do século 20. Atualmente é professor convidado da pós-graduação em Artes da Universidade de Franca, professor do ensino presencial e a distância do Centro Universitário Claretiano de Batatais, pesquisador da UNESP-Franca e vocalista da banda Livre Docente. Seus trabalhos teatrais podem ser vistos em evertonsanches.wordpress.com e os vídeos de sua banda em bandalivredocente.blogspot.com.

Haron Gamal publicou em 2012 o livro Magalhães de Azeredo, edições da ABL (Academia Brasileira de Letras), série essencial. Tem doutorado em literatura brasileira pela UFRJ. É professor de literatura da Fafima (Faculdade de Ciências e Letras de Macaé) e professor de português do Estado do Rio de Janeiro. Leciona português e literatura para o Ensino Médio. Colabora no JB online e no Globo. Tem um blog (harongamal.blogspot.com).

Helton Souto nasceu em 76. Ribeirão Preto. Casado. Desenha e pinta desde sempre. Graduou-se em Ciências Sociais. Foi arte-educador. Foi professor de História. Trabalha em ONG, com educação e juventude. E não parou de desenhar e pintar. Blog: Andar na pedra; Flickr; Facebook.

Paulino Júnior é mestre em Teoria Literária pela UNESP e já viveu de literatura, lecionando em instituições de ensino, até que resolveu viver pela literatura e tornou-se ficcionista sem vínculo empregatício. Recentemente teve contos publicados na Coyote, na coletânea de artigos científicos Jovens, trabalho e educação: a conexão subalterna de formação para o capital (editora Mercado de Letras) e no jornal literário RelevO. Participa do blog Em Má Companhia. Vive em Florianópolis desde 2005.

Meu nome é Renato Alessandro dos Santos. Tenho 40 anos, um filho de doze anos, Théo, e uma mulher que amo, Silvia. Sou doutorando em Estudos literários na UNESP, de Araraquara, e autor de Mercado de pulgas: uma tertúlia na internet (Multifoco) e da dissertação A revolução das mochilas: de On the road à lenda de Duluoz – a literatura beat de Jack Kerouac. Sou, também, um dos autores de Literatura futebol clube (Multifoco), Crônico: crônicas brasileiras ilustradas (Multifoco) e de Desafios e perspectivas das ciências humanas na atuação e na formação docente (Paco editorial). Sou apaixonado por música, cinema, literatura e pelo Santos Futebol Clube; e-mail: realess72@gmail.com; perfil no Facebook (Renato dos Santos Santos).

Ubirajara Gonçalves Filho, vulgo Bira, foi parido em São Paulo (apesar do nome e da cara de índio), em 1984, esse ano estranho, xará da obra de Orwell. Formou-se em Letras em 2008. É cinéfilo, lê e faz histórias em quadrinhos. Já tentou parar de desenhar, com adesivos antifumo, mas não obteve sucesso. E a recaída vem sempre mais forte...

Vanessa Lira é artista plástica e utiliza a fotografia e o desenho como linguagens de expressão. Escreve desde os 10 anos. É mãe de Theo de 2 anos. Esposa, amiga e companheira de Anderson Lira, que lhe cedeu o nome, há quase 8 anos. Trabalha com gestão educacional no terceiro setor. Blog: http://macroolhar.wordpress.com/
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17/12/2012