)Futebol(

Salamê minguê / Santos Futebol Clube vence Peñarol e comemora o tri campeonato da Libertadores da América

Renato Alessandro dos Santos

O torcedor santista levantou da cama com o pé direito. Como todos nós temos um pouquinho de TOC cá conosco, durante cada jogo, cada um tem lá sua mania. Meu amigo (sei), toda vez que vê o cronômetro marcando 13 minutos ou, pior, 13 segundos, enfim, ele não desprega os olhos da TV até aparecer o número sete, o que acontece aos 17. Sim, conheço gente que assiste aos jogos do Peixe, e de outros times, com algum adereço esportivo: um calção, uma camisa, uma meia (uma meia?) do time do coração.

E a vida é uma festa. Na família Santos, meu avô Arlindo foi santista; meu pai, Messias, é santista, e eu, cá sou santista. Nós três, hoje, somos tri. Sim, tri campeões da Libertadores. Eu sei, eu sei, meu avô não conjuga o presente do indicativo, mas lá do céu deve estar feliz agora. Toda vez que o Santos fazia um gol, ele batia palmas. Hoje, quando Edu Dracena levantou a taça, estava eu a bater palmas e a gritar “Uhu” e, naquele instante, lembrei-me de meu avô também batendo palminhas sorridente. Ele viu o Santos ser campeão e bicampeão da Libertadores, como meu pai; hoje, eu e meu pai assistimos ao Peixe ser mais uma vez campeão, sim, tricampeão, e a vida é mesmo uma festa.

Péle estava lá; Léo também. Cada jogador a fazer o que sabe de melhor; dentre eles, fantasistas, como diz Tostão, e eles são dois: Ganso e Neymar. Saber que ambos, se quiserem, poderão enfrentar o Barcelona, o dream team do futebol mundial, é julgar que eles estarão com a cabeça no lugar. O futebol merece um jogo como esse, com maestros dos dois lados. Ganhar do Barcelona parece impossível. Mas não me pareceu impossível que o Peñarol pudesse ganhar o jogo e, lepidamente faceiro, levar a Libertadores para o Uruguai. Ufa. Não levou. Uni. Duni. Tê. E a vida é mesmo uma festa.

Santos sempre Santos.

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23/06/2011