)Música(

K 466

Vai mesmo ler este texto? Então, antes de tudo, vai lá no meio dele e aperte o play do Youtube; assim, enquanto ficamos por aqui, você vai lendo e ouvindo Mozart, “Concerto para piano e orquestra, em ré menor, K 466, número 20”. Quando eu tinha 16 anos, comprei um disco da Abril Cultural com essa peça musical e ouvia-o, adolescendo, adolescendo, caraminholas pra cá, caraminholas pra lá. Fico pensando o que é conviver com uma música que faz parte de você desde os 16. Um menos três, dois pra...

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)Sarau(

Ourivesaria literária

Mesta solidão me impõe a plúmbea cava\ Pois belas não são as flores como antes, Em tempo que o astro, sóis fulgurantes\ Da tenra volúpia amor matinava\\ Agora vencidos o amor e a arte\ Sob a nívea amoreira, à luz terna\ Da prima estrela e margarita eterna\ Plangem à míngua da seiva escarlate\\ Mão que empunha a pena e ampara o mento\ Tal é que a carne faz volver à terra\ A alma purgando do diro tormento\\ Luz do almo riso as pálpebras cerra\ A quem de amar-te, odiou-se, sem tento\ E não qual...

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)Blog(

São tempos difíceis para aqueles que sentem muito

Os dias passam e a cada minuto eu tenho mais certeza de que o maior problema da humanidade é duvidar daquilo que se sente pelo outro. Nós somos levados a uma constante dúvida, a um constante questionamento. Sentimos medo, tristeza, pavor e nos escondemos disso. Nós escondemos o rosto quando estamos irritados. Choramos no banho enquanto o mundo parece sentar e decidir escutar cada um dos nossos questionamentos. Ocultamos a felicidade por medo da inveja, sofremos em silêncio, pois não há...

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)Música(

Sílvio da Silva Samba

Quem ouve “O preço da traição”, de Cabana, terceira faixa do lado A de Silvinho e suas cabrochas, pode achar ali reverberações de Candeia. Parece uma faixa do velho partideiro e é mais uma das pérolas deste disco, de 1978, único álbum lançado pelo cantor, que foi puxador de samba da Portela durante décadas. Não por acaso, ouvindo o LP, é fácil perceber como a escola corria no sangue do intérprete. Sílvio Pereira da Silva (1935-2001) nasceu e morreu no Rio e, não fosse este disco, sua voz...

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)Cinema(

F.I.L.M.E., de Lillian Ross

Não há grandes sobressaltos neste "Filme", de Lillian Ross, jornalista que, aos 22, aceitou o convite de John Huston para acompanhar as filmagens de "Glória de um covarde" (The red badge of courage), adaptação do clássico romance de Stephen Crane sobre a Guerra Civil americana. A jornalista, curiosa com a indústria cinematográfica, queria saber mais sobre os percalços que um filme passa, antes de chegar, fresquinho, à tela grande do cinema. Durante mais de um ano e meio, da pré-produção...

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)Blog(

O cara mais bonito do mundo

Alguém já te disse que nessa imensidão você é o cara mais bonito do mundo? Quando acorda e lava os cabelos, quando troca a roupa de dormir e se encara no espelho, já te disseram que fica tão bonito assim? Acho que simplicidade é o meu forte e eu não precisaria de nada mais do que você e aquela sua calça jeans meio rasgada a mão. Você faz o café e mesmo tão amargo, ainda é o cara mais bonito desse vasto mundo. Eu coloco açúcar e você reclama dizendo que eu disfarço o...

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Este sítio, Tertúlia, nasceu de um fanzine. De 1993 a 1997 foram apenas seis números. Fanzine é uma revista que você mesmo faz, com tesoura, cola e uma ideia na cabeça. "Xerox e revolução", disse Marcel Plasse nos anos 90. Tertúlia agora está on-line. Seja bem-vind@. Música, cinema, literatura, entrevistas, futebol (Santos Futebol Clube), um pouco de meu trabalho (work in progress) e de tudo um pouco (gastronomia, cidades etc.). Coisas para relembrar: nunca tive talento para tocar guitarra (infelizmente) e sempre gostei de botes contra a corrente.
Renato Alessandro dos Santos
realess72@gmail.com

"Olá, este é o site do fanzine Tertúlia. Nos anos 1990, fazer fanzine era mais do que ter um blog ou um site. Era esperar pelo carteiro todo dia, quando e-mails ainda não faziam parte da vida; as cartas chegavam sem parar. Mesmo quando não havia carta alguma, o carteiro passava lá em casa. 'Não vai ficar triste, menino, mas hoje não tem carta', lamentava. 'Não há problema', eu dizia.'Amanhã chega mais'. E chegava. Cartas vinham de tudo quanto é parte do Brasil e fora daqui: Espanha, Cuba, EUA. O fanzine ia cada vez mais longe... LEIA MAIS...