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)Cinema(

"Manchester à beira-mar", um filme para se guardar

Em meio ao arrastão de filmes que temos à disposição, de acesso tão fácil quanto retomar o caminho para chegar em casa, Manchester à beira mar é um exemplo cada vez mais raro daquele tipo de cinema que tão bem faz à alma da gente, quando, semanas depois, no chuveiro ou no passeio, o filme ainda fica a cutucar o cocoruto. A primeira surpresa é a de que a história não se passa na Manchester que se espera, mas sim em uma cidadezinha de mesmo nome, nos Estados Unidos, perto de Boston...

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)Livros(

Para profissionais

Na literatura brasileira contemporânea, o romance policial é quase uma impossibilidade. Seja qual for o gênero, cerebral ou o romance noir, a realidade é tão pesada que seus heróis não sobreviveriam à trama de corrupção e malícia que permeiam todos os setores da sociedade. Um dos preceitos para se escrever literatura policial, constante nos escritos de Todorov sobre o gênero, é que o investigador não deve ser o autor do crime. Tratando-se da nossa realidade, o investigador do romance noir...

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)Blog(

Sem despedidas

Estava decidido: ia abandonar a mulher. Havia conhecido, há cerca de dois meses, uma outra pequena: mais jovem, bonita e agradável. Esta não lhe incomodava com seus problemas, com as contas, não lhe cobrava atenção, não o criticava... Sempre muito bem maquiada, unhas feitas e bem disposta, era o carinho em pessoa. Ela entendia todas as suas inquietações e antes mesmo que ele pudesse abrir a boca, ela tinha a palavra certa, o melhor conselho. Sim, não havia mais volta. Deixaria a mulher...

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)Música(

"De pé no chão" (1978): sambando com Beth Carvalho

Um disco que cai bem em qualquer churrasco onde o samba seja bem-vindo é este. Um ano depois de um grande álbum (Nos botequins da vida), Beth Carvalho retornava com este elepê, De pé no chão, de 1978, cercada mais uma vez de grandes compositores e músicos, além de si mesma, cantora de voz segura, amaciada por performances mil em que comandou o terreiro. Assim, contando com uma constelação de compositores e de músicos, que vai de Cartola e de Paulo da Portela a Martinho da Vila, passando por...

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)Blog(

Quando a morte chegar

Desde pequena sabia que tudo o que é vivo nasce, cresce, se reproduz (talvez) e morre. Pelo menos era assim com as plantas. Mas ela não sabia como lidar com a morte. E tinha medo do momento em que tivesse de lidar. Perdeu a avó aos 2 anos. Não se lembrava de nada. Imaginou que, no momento da morte, uma espécie de luz veio do céu até a sua avó, a envolveu e levou o seu espírito para viver nas nuvens, com Deus. E acreditava que assim era com todos os que terminavam a vida. Mas isso era na...

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)Sarau(

Haute cuisine

Vende-se Poema limpinho, recatado, do lar, gestos medidos, voz doce, Inspirado em __________ ou ____________ (preencha você), Fácil de escrever, “conceitual à beça” prosaico até dizer chega Não fede nem cheira Sem susto nem substância Recheado de clichês Vende-se Vendo-me Foda-se Inocência morreu de velhice e álcool Quero aproveitar minha evidência Os 15 minutos de Andy Warhol Em lugar de poesia eu trago a pose (o que você achou que fosse?)

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Este sítio, Tertúlia, nasceu de um fanzine. De 1993 a 1997 foram apenas seis números. Fanzine é uma revista que você mesmo faz, com tesoura, cola e uma ideia na cabeça. "Xerox e revolução", disse Marcel Plasse nos anos 90. Tertúlia agora está on-line. Seja bem-vind@. Música, cinema, literatura, entrevistas, futebol (Santos Futebol Clube), um pouco de meu trabalho (work in progress) e de tudo um pouco (gastronomia, cidades etc.). Coisas para relembrar: nunca tive talento para tocar guitarra (infelizmente) e sempre gostei de botes contra a corrente.
Renato Alessandro dos Santos
realess72@gmail.com

"Olá, este é o site do fanzine Tertúlia. Nos anos 1990, fazer fanzine era mais do que ter um blog ou um site. Era esperar pelo carteiro todo dia, quando e-mails ainda não faziam parte da vida; as cartas chegavam sem parar. Mesmo quando não havia carta alguma, o carteiro passava lá em casa. 'Não vai ficar triste, menino, mas hoje não tem carta', lamentava. 'Não há problema', eu dizia.'Amanhã chega mais'. E chegava. Cartas vinham de tudo quanto é parte do Brasil e fora daqui: Espanha, Cuba, EUA. O fanzine ia cada vez mais longe... LEIA MAIS...