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)Sarau(

os acordes abissais e o gigantismo quântico

entre \ a realidade concreta \ da imagem \ e \ a concreta realidade \ da lágrima \ existe \ o fio abs \ trato \ e o trato \ adscrito \ entre \ a orquestra de fluxos \ e o léxico dos ventos \ que cobre \ com tinta de misté \ rio \ os acordes abissais \ e o gigantismo quântico \ de todos \ os ins \ tânticos

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)Sarau(

Quatro vãos entre dedos

Yes, you're right,\ there is some kind \ of sleeping devil, \ os olhos retorcem-se e desafiam-te, falta a \ palavra e trava-se a \ língua, a áspera \ infância te amarga o céu da boca. \ Há perguntas \ que o ouvido pesa \ e não responde.\\ O ar cheio em teu pulmão \ se esvai sem que \ possas retê-lo \ e entre dedos \ te escapa \ o mundo \ enquanto lambe-te \ a face teu \ cão morto \ e em ti desabrocha na sombra da carne a serpente da árvore...

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)Sarau(

O instante existe

O instante existe Se instala cheira a aroma de frutas é suave sutil sorridente infantil é profundo liquida as mágoas bota fora o lixo a respiração flui como água o instante existe traz de volta o elo perdido fecha um ciclo abre caminhos o instante é segredo vem calado perceptivelmente pueril se instala invade a casa vazia configura o vazio revela uma essência pulsa a vida límpida feliz

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)Livros(

"Asterios Polyp" e a arte da narrativa dos quadrinhos

Há muitas questões que circulam no gênero graphic novel, ou romance gráfico. Uma delas toca na definição clássica de romance, gênero cuja forma abre margem a outros gêneros e a outras formas dentro do seu discurso, significando-se e ressignificando a matéria que representa, como um catalisador de substâncias do mundo. Em tempos em que a imagem impera como ferramenta de comunicação e expressão, o romance gráfico encontra lugar certo. Art Spiegelman, Alan Moore, Neil Gaiman, os irmãos Moon e Bá,

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)Contos(

Canvas

“No princípio criou Deus os céus e a terra. A terra era quadrada, branca e vazia; e havia um estúdio sobre a face do abismo, mas o Espírito de Deus pairava sobre a face das tintas. Disse Deus: haja cor. E fez-se cor. Viu Deus que a cor era boa; e fez separação entre as cores com um prisma. E Deus me chamou de mulher, e você de homem. E foi a tarde e a manhã, o dia primeiro”. “Por que ele começou com você?”, o homem perguntou. “Porque eu estava do lado esquerdo da tela”, a mulher respondeu.

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)Livros(

O homem não deve morrer

"O lado imóvel do tempo", de Matheus Arcaro, é um romance que se soma aos que discutem o tempo e a existência humana. Começando com uma epígrafe tirada de Platão, “O tempo é a imagem móvel da eternidade”, o autor apresenta o personagem Salvador, homem obstinado em eternizar-se mediante algum feito. Desde a antiguidade clássica, o passar do tempo já se tornava algo necessário nos debates entre os filósofos, pois a existência se desenvolve dentro dele, tornando-se pequena por maior que seja...

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Este sítio, Tertúlia, nasceu de um fanzine. De 1993 a 1997 foram apenas seis números. Fanzine é uma revista que você mesmo faz, com tesoura, cola e uma ideia na cabeça. "Xerox e revolução", disse Marcel Plasse nos anos 90. Tertúlia agora está on-line. Seja bem-vind@. Música, cinema, literatura, entrevistas, futebol (Santos Futebol Clube), um pouco de meu trabalho (work in progress) e de tudo um pouco (gastronomia, cidades etc.). Coisas para relembrar: nunca tive talento para tocar guitarra (infelizmente) e sempre gostei de botes contra a corrente.
Renato Alessandro dos Santos
realess72@gmail.com

"Olá, este é o site do fanzine Tertúlia. Nos anos 1990, fazer fanzine era mais do que ter um blog ou um site. Era esperar pelo carteiro todo dia, quando e-mails ainda não faziam parte da vida; as cartas chegavam sem parar. Mesmo quando não havia carta alguma, o carteiro passava lá em casa. 'Não vai ficar triste, menino, mas hoje não tem carta', lamentava. 'Não há problema', eu dizia.'Amanhã chega mais'. E chegava. Cartas vinham de tudo quanto é parte do Brasil e fora daqui: Espanha, Cuba, EUA. O fanzine ia cada vez mais longe... LEIA MAIS...