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)Sarau(

Nas águas do tempo

Já é tarde é tempo que diz adeus já foi, já saudade, Foi -se a era dos controles epeus Já é tarde demais pra se esquecer do mundo enterrando clepsidra como pobre defunto esquecida nunca pelo leve cantar que assombra as sombras que afundam no mar É tarde pra não se fazer entender pra dita imagem que emerge do rio Daquele que chora de calor face o frio E tarde pensas estar ao seu ver É tarde para não abraçar o passado O triste, carregado por mim, fado das obsoletas entranhas de uma nova...

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)Literatura(

Uma resenha interessantíssima

Essa resenha, apesar de interessante, é inútil. Apesar de informar você, leitor, que a leitura de Paulicéia Desvairada é válida, essa [esta] simples e curta resenha tem o sincero objetivo de apenas impressionar o professor para uma boa nota, ou não, como diria Caetano.Começo falando do autor, Mário de Andrade, não onde nasceu e morreu – Sãopaulocapital –, de sua educação formal e não também de tudo o que fez na vida em paralelo a escrever suas grandes obras – crítico de arte, professor de...

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)Blog(

Pessoas pretas importam na construção de futuros possíveis

Este é um artigo escrito em primeira pessoa, tem como ponto de partida uma situação pessoal e prosaica e pretende colocar em debate o racismo estrutural na sociedade brasileira. Não, o leitor não encontrará aqui uma situação de racismo contra minha pessoa. Mas encontrará um exemplo de racismo contra todas as pessoas pretas nesse país. Tenho um filho de seis anos que, como eu, gosta muito de desenhar. Assim como o pai, ele prefere desenhar com canetas e as nossas estão acabando. Precisamos de...

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)Blog(

Preparação e revisão: do autor para a editora, as várias etapas de um livro

Sabe aquele livro que você começou a ler e de repente “se viu na cena" da narrativa, assumindo o lugar de algum personagem ou deixando-se levar por risos, lágrimas, curiosidade e empolgação a cada capítulo? Certamente, também já precisou de algum livro que trouxe a informação clara e exata para aquele trabalho da escola ou da faculdade, não é mesmo? Se você concordou com pelo menos uma dessas circunstâncias, saiba que a missão do livro foi cumprida com êxito e plenitude! Eis o porquê...

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)Blog(

Racismo osmótico: precisamos falar sobre isso

A faxina começa dentro de cada um de nós. Vozes pretas e brancas foram despertadas de seu estado letárgico. Parece que, enfim, a história foi suspensa. As vozes pretas bradavam, mas nunca foram ouvidas. Há vozes brancas que nunca se calaram. Ambas clamavam que as versões históricas fossem revisitadas, revistas e recontadas, não da mesma forma, mas contadas de novo sob outros ângulos, aqueles antes ignorados. Vozes bradavam, mas nunca foram levantadas em uníssono como se vê agora. E isso não...

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)Livros(

Dias de ficção

Apesar de muitas teorias, os protestos de junho de 2013 continuam inexplicáveis. Decifrá-los seria o desejo de muitos historiadores, antropólogos e outros analistas. A ficção pode mergulhar no período, pode passear pelos fatos, pelas supostas causas do movimento, sem compromisso e sem o dever de apresentar resposta. Muitos eventos, hoje considerados históricos, tiveram o mesmo percurso. O maio de 1968, na França, começou como um protesto estudantil que, pouco a pouco, foi conquistando outras...

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Este sítio, Tertúlia, nasceu de um fanzine. De 1993 a 1997 foram apenas seis números. Fanzine é uma revista que você mesmo faz, com tesoura, cola e uma ideia na cabeça. "Xerox e revolução", disse Marcel Plasse nos anos 90. Tertúlia agora está on-line. Seja bem-vind@. Música, cinema, literatura, entrevistas, futebol (Santos Futebol Clube), um pouco de meu trabalho (work in progress) e de tudo um pouco (gastronomia, cidades etc.). Coisas para relembrar: nunca tive talento para tocar guitarra (infelizmente) e sempre gostei de botes contra a corrente.
Renato Alessandro dos Santos
realess72@gmail.com

"Olá, este é o site do fanzine Tertúlia. Nos anos 1990, fazer fanzine era mais do que ter um blog ou um site. Era esperar pelo carteiro todo dia, quando e-mails ainda não faziam parte da vida; as cartas chegavam sem parar. Mesmo quando não havia carta alguma, o carteiro passava lá em casa. 'Não vai ficar triste, menino, mas hoje não tem carta', lamentava. 'Não há problema', eu dizia.'Amanhã chega mais'. E chegava. Cartas vinham de tudo quanto é parte do Brasil e fora daqui: Espanha, Cuba, EUA. O fanzine ia cada vez mais longe... LEIA MAIS...