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)Literatura(

Shakespeare em apenas um ato

Desdemona está parada no centro do palco, a poucos metros de um crânio humano. Entra Romeu. Romeu: Com licença; você tem lume? Desdemona: Eu não fumo. Romeu: Que pena! Entra Otelo. Otelo: O que você estava falando com ele? Desdemona: Ele me pediu lume. Otelo: Sei. Ricardo III entra com um fósforo aceso. Ele se aproxima de Romeu. Ricardo III: Eis o inverno de seu descontentamento. Romeu: Ah! Obrigado! Romeu acende o cigarro. Ricardo III: O prazer foi todo meu...

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)Cinema(

Paris branca de neve

Ontem assisti a "Medos privados em lugares públicos". Nunca havia visto nenhum filme de Alain Resnais (1922-2014). Acho. Deixa eu ver no Google. É, não mesmo. Nem mesmo "Hiroshima, meu amor" (que vergonha, Renato!) e muito menos "O ano passado em Marienbad" (sem comentários). Será que vi "Fumar/Não fumar?". Deixa eu ver de novo no Google. Não, também não vi, mas lendo sobre esse filme na internet, descubro que vou ter de correr atrás. Por quê? Veja o que diz um blog português que achei na...

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)Música(

K 466

Vai mesmo ler este texto? Então, antes de tudo, vai lá no meio dele e aperte o play do Youtube; assim, enquanto ficamos por aqui, você vai lendo e ouvindo Mozart, “Concerto para piano e orquestra, em ré menor, K 466, número 20”. Quando eu tinha 16 anos, comprei um disco da Abril Cultural com essa peça musical e ouvia-o, adolescendo, adolescendo, caraminholas pra cá, caraminholas pra lá. Fico pensando o que é conviver com uma música que faz parte de você desde os 16. Um menos três, dois pra...

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)Sarau(

Ourivesaria literária

Mesta solidão me impõe a plúmbea cava\ Pois belas não são as flores como antes, Em tempo que o astro, sóis fulgurantes\ Da tenra volúpia amor matinava\\ Agora vencidos o amor e a arte\ Sob a nívea amoreira, à luz terna\ Da prima estrela e margarita eterna\ Plangem à míngua da seiva escarlate\\ Mão que empunha a pena e ampara o mento\ Tal é que a carne faz volver à terra\ A alma purgando do diro tormento\\ Luz do almo riso as pálpebras cerra\ A quem de amar-te, odiou-se, sem tento\ E não qual...

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)Blog(

São tempos difíceis para aqueles que sentem muito

Os dias passam e a cada minuto eu tenho mais certeza de que o maior problema da humanidade é duvidar daquilo que se sente pelo outro. Nós somos levados a uma constante dúvida, a um constante questionamento. Sentimos medo, tristeza, pavor e nos escondemos disso. Nós escondemos o rosto quando estamos irritados. Choramos no banho enquanto o mundo parece sentar e decidir escutar cada um dos nossos questionamentos. Ocultamos a felicidade por medo da inveja, sofremos em silêncio, pois não há...

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)Música(

Sílvio da Silva Samba

Quem ouve “O preço da traição”, de Cabana, terceira faixa do lado A de Silvinho e suas cabrochas, pode achar ali reverberações de Candeia. Parece uma faixa do velho partideiro e é mais uma das pérolas deste disco, de 1978, único álbum lançado pelo cantor, que foi puxador de samba da Portela durante décadas. Não por acaso, ouvindo o LP, é fácil perceber como a escola corria no sangue do intérprete. Sílvio Pereira da Silva (1935-2001) nasceu e morreu no Rio e, não fosse este disco, sua voz...

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Este sítio, Tertúlia, nasceu de um fanzine. De 1993 a 1997 foram apenas seis números. Fanzine é uma revista que você mesmo faz, com tesoura, cola e uma ideia na cabeça. "Xerox e revolução", disse Marcel Plasse nos anos 90. Tertúlia agora está on-line. Seja bem-vind@. Música, cinema, literatura, entrevistas, futebol (Santos Futebol Clube), um pouco de meu trabalho (work in progress) e de tudo um pouco (gastronomia, cidades etc.). Coisas para relembrar: nunca tive talento para tocar guitarra (infelizmente) e sempre gostei de botes contra a corrente.
Renato Alessandro dos Santos
realess72@gmail.com

"Olá, este é o site do fanzine Tertúlia. Nos anos 1990, fazer fanzine era mais do que ter um blog ou um site. Era esperar pelo carteiro todo dia, quando e-mails ainda não faziam parte da vida; as cartas chegavam sem parar. Mesmo quando não havia carta alguma, o carteiro passava lá em casa. 'Não vai ficar triste, menino, mas hoje não tem carta', lamentava. 'Não há problema', eu dizia.'Amanhã chega mais'. E chegava. Cartas vinham de tudo quanto é parte do Brasil e fora daqui: Espanha, Cuba, EUA. O fanzine ia cada vez mais longe... LEIA MAIS...