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)Música(

Vida afora com os rapazes de Liverpool

Aos 10 anos eu ainda não tinha um gosto musical definido. Embora já tivesse escutado várias músicas desde pequena, já que meu pai não passava um único dia sem suas canções prediletas, eu não conhecia meu estilo ou banda preferidos. Confesso que não ligava muito pra música. Não sabia da sua importância para o ser humano. Mas um dia descobriria que, sem música, a vida seria um erro, como disse Nietzsche. Aconteceu em 2010, durante as férias de final de ano. Um tal de Paul McCartney estava...

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)Blog(

Séries da Inglaterra: que tal uma xícara de chá?

Estive a ver nestas férias, enquanto meus pés passavam frio, algumas séries britânicas na Netflix. Hoje, quando muitos vêm achando que o cinema parece já ter dito tudo, a televisão deu uma cambalhota, e voltando a parar em pé, como tudo que nos últimos anos vem mudando, ela acabou tirando do cinema alguma coisa, e certo é que há de parar bem essa história um dia à sétima arte, porque fermentações assim sempre trazem mudanças que, maturando, transformam leite em queijo, e enquanto à coivara...

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)Livros(

Estrangeiros

Dois, de Oscar Nakasato, é um romance de filiação machadiana. Não apenas pelos capítulos muitas vezes curtos. Mas pelo dualismo estabelecido a partir de uma narrativa que procura enfocar a vida de dois irmãos, em tudo muito diferentes um do outro. Outro autor, também possível ponto de partida para este romance, é Milton Hatoum, de quem há mesmo uma das epígrafes: “Cedo ou tarde, o tempo e o acaso acabam por alcançar a todos.” Machado de Assis nos legou Esaú e Jacó, livro que retrata a vida e...

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)Sarau(

Eu não sei mentir

A gente finge entender. A gente finge aceitar. A gente finge que lê. A gente finge respeitar\ A gente finge\\ A gente finge que acha graça. A gente finge se divertir. A gente finge que é pirraça. A gente finge não desistir\ A gente finge a barriga. A gente finge a cor da pele. A gente finge a cor dos olhos\ A gente finge a cor do cabelo. A gente finge ter dentes. A gente finge ter peitos\ A gente finge ter\\ A gente finge\\ A gente finge a roupa que veste. A gente finge ser importante...

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)Livros(

A vida em transe ― A verdadeira história do século 20, de Claudio Willer

‘Stamos em pleno mar, ali, na página 12 de "A verdadeira história do século 20", de Claudio Willer, quando uma das imagens mais inusitadas pula no colo dos leitores: “fragmentos celestes\ suspensos a uma nuvem\ podemos observar o lento giro dos portões do mar\ e sentir que a vida toda se condensa em um momento.” Na poesia, você sabe, os maremotos começam assim. Esses portões em hélice são o coração do poema – um coração capaz de unir o pulsar e o mar a fim de fazer respirar as palavras do...

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)Contos(

Sra. Otário-idiota

O cara só pode ser um otário. Ou não teria postado aquela foto idiota dele comendo uma porra de um macarrão gourmet que ele mesmo cozinhou, tomando um vinho com notas de sei lá que merda e que deixou ele com uma cara de idiota! Mais que o usual. E o pior é que eu tive uma foto desse mesmo otário-idiota na cabeceira da minha cama, durante anos. ANOS! De um lado meu, a foto de nós dois sorrindo e, do outro, o próprio otário. E eu achava que era feliz. Eu, a senhora otário-idiota. Talvez eu até...

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Este sítio, Tertúlia, nasceu de um fanzine. De 1993 a 1997 foram apenas seis números. Fanzine é uma revista que você mesmo faz, com tesoura, cola e uma ideia na cabeça. "Xerox e revolução", disse Marcel Plasse nos anos 90. Tertúlia agora está on-line. Seja bem-vind@. Música, cinema, literatura, entrevistas, futebol (Santos Futebol Clube), um pouco de meu trabalho (work in progress) e de tudo um pouco (gastronomia, cidades etc.). Coisas para relembrar: nunca tive talento para tocar guitarra (infelizmente) e sempre gostei de botes contra a corrente.
Renato Alessandro dos Santos
realess72@gmail.com

"Olá, este é o site do fanzine Tertúlia. Nos anos 1990, fazer fanzine era mais do que ter um blog ou um site. Era esperar pelo carteiro todo dia, quando e-mails ainda não faziam parte da vida; as cartas chegavam sem parar. Mesmo quando não havia carta alguma, o carteiro passava lá em casa. 'Não vai ficar triste, menino, mas hoje não tem carta', lamentava. 'Não há problema', eu dizia.'Amanhã chega mais'. E chegava. Cartas vinham de tudo quanto é parte do Brasil e fora daqui: Espanha, Cuba, EUA. O fanzine ia cada vez mais longe... LEIA MAIS...