<<< mais recentes

)Música(

"De pé no chão" (1978): sambando com Beth Carvalho

Um disco que cai bem em qualquer churrasco onde o samba seja bem-vindo é este. Um ano depois de um grande álbum (Nos botequins da vida), Beth Carvalho retornava com este elepê, De pé no chão, de 1978, cercada mais uma vez de grandes compositores e músicos, além de si mesma, cantora de voz segura, amaciada por performances mil em que comandou o terreiro. Assim, contando com uma constelação de compositores e de músicos, que vai de Cartola e de Paulo da Portela a Martinho da Vila, passando por...

Leia mais...

)Blog(

Quando a morte chegar

Desde pequena sabia que tudo o que é vivo nasce, cresce, se reproduz (talvez) e morre. Pelo menos era assim com as plantas. Mas ela não sabia como lidar com a morte. E tinha medo do momento em que tivesse de lidar. Perdeu a avó aos 2 anos. Não se lembrava de nada. Imaginou que, no momento da morte, uma espécie de luz veio do céu até a sua avó, a envolveu e levou o seu espírito para viver nas nuvens, com Deus. E acreditava que assim era com todos os que terminavam a vida. Mas isso era na...

Leia mais...

)Sarau(

Haute cuisine

Vende-se Poema limpinho, recatado, do lar, gestos medidos, voz doce, Inspirado em __________ ou ____________ (preencha você), Fácil de escrever, “conceitual à beça” prosaico até dizer chega Não fede nem cheira Sem susto nem substância Recheado de clichês Vende-se Vendo-me Foda-se Inocência morreu de velhice e álcool Quero aproveitar minha evidência Os 15 minutos de Andy Warhol Em lugar de poesia eu trago a pose (o que você achou que fosse?)

Leia mais...

)Sarau(

Dançar a vida

Tempos confusos Silenciosos Pacatos Vazios Solitários Não sei se é melancolia Ou se é luto Mas eu luto Para sair desse plano Com urgência A mesma urgência...

Leia mais...

)Sarau(

Nas águas do tempo

Já é tarde é tempo que diz adeus já foi, já saudade, Foi -se a era dos controles epeus Já é tarde demais pra se esquecer do mundo enterrando clepsidra como pobre defunto esquecida nunca pelo leve cantar que assombra as sombras que afundam no mar É tarde pra não se fazer entender pra dita imagem que emerge do rio Daquele que chora de calor face o frio E tarde pensas estar ao seu ver É tarde para não abraçar o passado O triste, carregado por mim, fado das obsoletas entranhas de uma nova...

Leia mais...

)Literatura(

Uma resenha interessantíssima

Essa resenha, apesar de interessante, é inútil. Apesar de informar você, leitor, que a leitura de Paulicéia Desvairada é válida, essa [esta] simples e curta resenha tem o sincero objetivo de apenas impressionar o professor para uma boa nota, ou não, como diria Caetano.Começo falando do autor, Mário de Andrade, não onde nasceu e morreu – Sãopaulocapital –, de sua educação formal e não também de tudo o que fez na vida em paralelo a escrever suas grandes obras – crítico de arte, professor de...

Leia mais...
<<< mais recentes

Este sítio, Tertúlia, nasceu de um fanzine. De 1993 a 1997 foram apenas seis números. Fanzine é uma revista que você mesmo faz, com tesoura, cola e uma ideia na cabeça. "Xerox e revolução", disse Marcel Plasse nos anos 90. Tertúlia agora está on-line. Seja bem-vind@. Música, cinema, literatura, entrevistas, futebol (Santos Futebol Clube), um pouco de meu trabalho (work in progress) e de tudo um pouco (gastronomia, cidades etc.). Coisas para relembrar: nunca tive talento para tocar guitarra (infelizmente) e sempre gostei de botes contra a corrente.
Renato Alessandro dos Santos
realess72@gmail.com

"Olá, este é o site do fanzine Tertúlia. Nos anos 1990, fazer fanzine era mais do que ter um blog ou um site. Era esperar pelo carteiro todo dia, quando e-mails ainda não faziam parte da vida; as cartas chegavam sem parar. Mesmo quando não havia carta alguma, o carteiro passava lá em casa. 'Não vai ficar triste, menino, mas hoje não tem carta', lamentava. 'Não há problema', eu dizia.'Amanhã chega mais'. E chegava. Cartas vinham de tudo quanto é parte do Brasil e fora daqui: Espanha, Cuba, EUA. O fanzine ia cada vez mais longe... LEIA MAIS...