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)Literatura(

Rupturas: Raduan Nassar e Robert Arlt - o estilo como tomada de posição

Na literatura, o texto não necessita estar de acordo com o modo de escrita do período de tempo em que o escritor está inserido. Caso fosse assim, não teríamos mudanças. Além disso, também há textos que não preconizam transformações, mas não deixam de apontar um desvio da escritura em relação ao que se escreve no período, fato que se torna mais visível e mais premente à medida que se aproxima a modernidade. A perspectiva do progressismo e o começo da industrialização no ocidente geralmente são...

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)Sarau(

Árvore genealógica

árvore genealógica\\ ela queria ser uma árvore\ dar sombra às pessoas\ deixar seus galhos\ braços partidos\ na lareira\\ servir de alvo ao raio\ que lhe tiraria a vida\ mas não o sol e o que restaria ainda\\ nela os passarinhos viriam fazer sininhos\\ quem sabe um dia um morador de rua\ construiria a tão sonhada casa em suas costas\ com escada e tudo\\ tu\ do ::\\ dor\ va\ le\ e\ um\\ ter a sorte de um casal\ no seu peito\ tatuar dois nomes\\ contornados por um trespassado\ coração...

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)Literatura(

Shakespeare em apenas um ato

Desdemona está parada no centro do palco, a poucos metros de um crânio humano. Entra Romeu. Romeu: Com licença; você tem lume? Desdemona: Eu não fumo. Romeu: Que pena! Entra Otelo. Otelo: O que você estava falando com ele? Desdemona: Ele me pediu lume. Otelo: Sei. Ricardo III entra com um fósforo aceso. Ele se aproxima de Romeu. Ricardo III: Eis o inverno de seu descontentamento. Romeu: Ah! Obrigado! Romeu acende o cigarro. Ricardo III: O prazer foi todo meu...

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)Cinema(

Paris branca de neve

Ontem assisti a "Medos privados em lugares públicos". Nunca havia visto nenhum filme de Alain Resnais (1922-2014). Acho. Deixa eu ver no Google. É, não mesmo. Nem mesmo "Hiroshima, meu amor" (que vergonha, Renato!) e muito menos "O ano passado em Marienbad" (sem comentários). Será que vi "Fumar/Não fumar?". Deixa eu ver de novo no Google. Não, também não vi, mas lendo sobre esse filme na internet, descubro que vou ter de correr atrás. Por quê? Veja o que diz um blog português que achei na...

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)Música(

K 466

Vai mesmo ler este texto? Então, antes de tudo, vai lá no meio dele e aperte o play do Youtube; assim, enquanto ficamos por aqui, você vai lendo e ouvindo Mozart, “Concerto para piano e orquestra, em ré menor, K 466, número 20”. Quando eu tinha 16 anos, comprei um disco da Abril Cultural com essa peça musical e ouvia-o, adolescendo, adolescendo, caraminholas pra cá, caraminholas pra lá. Fico pensando o que é conviver com uma música que faz parte de você desde os 16. Um menos três, dois pra...

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)Sarau(

Ourivesaria literária

Mesta solidão me impõe a plúmbea cava\ Pois belas não são as flores como antes, Em tempo que o astro, sóis fulgurantes\ Da tenra volúpia amor matinava\\ Agora vencidos o amor e a arte\ Sob a nívea amoreira, à luz terna\ Da prima estrela e margarita eterna\ Plangem à míngua da seiva escarlate\\ Mão que empunha a pena e ampara o mento\ Tal é que a carne faz volver à terra\ A alma purgando do diro tormento\\ Luz do almo riso as pálpebras cerra\ A quem de amar-te, odiou-se, sem tento\ E não qual...

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Este sítio, Tertúlia, nasceu de um fanzine. De 1993 a 1997 foram apenas seis números. Fanzine é uma revista que você mesmo faz, com tesoura, cola e uma ideia na cabeça. "Xerox e revolução", disse Marcel Plasse nos anos 90. Tertúlia agora está on-line. Seja bem-vind@. Música, cinema, literatura, entrevistas, futebol (Santos Futebol Clube), um pouco de meu trabalho (work in progress) e de tudo um pouco (gastronomia, cidades etc.). Coisas para relembrar: nunca tive talento para tocar guitarra (infelizmente) e sempre gostei de botes contra a corrente.
Renato Alessandro dos Santos
realess72@gmail.com

"Olá, este é o site do fanzine Tertúlia. Nos anos 1990, fazer fanzine era mais do que ter um blog ou um site. Era esperar pelo carteiro todo dia, quando e-mails ainda não faziam parte da vida; as cartas chegavam sem parar. Mesmo quando não havia carta alguma, o carteiro passava lá em casa. 'Não vai ficar triste, menino, mas hoje não tem carta', lamentava. 'Não há problema', eu dizia.'Amanhã chega mais'. E chegava. Cartas vinham de tudo quanto é parte do Brasil e fora daqui: Espanha, Cuba, EUA. O fanzine ia cada vez mais longe... LEIA MAIS...