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)Livros(

O véu da desilusão

Confesso que, ao começar a ler Dora sem véu, achei que o tema do livro poderia já estar esgotado, porque se trata de um romance de características regionalistas, já escrito e discutido por autores que hoje são clássicos da literatura, como o Graciliano Ramos de Vidas Secas e São Bernardo, apenas para citar um deles. A literatura brasileira, na primeira metade do século XX, já teria dado conta suficiente deste tipo de discussão. Seria difícil a autores de um período pós-utópico trazer à tona o...

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)Contos(

Nuvens

As poucas coisas que deves saber sobre mim, por questões de relevância mesmo, é que me chamo Norman, sou desses garotos que se vestem de forma padronizada, tenho boas condições de vida, família estruturada e BLÁ BLÁ BLÁ, e amo Laís. Ela é o grande amor de minha vida. Palavras me faltam para descrever sua beleza. Seus olhos negros combinavam perfeitamente com seus cabelos e sua boca vermelho sangue. Desde o primeiro dia em que a vi, sempre me cativou, lembro-me que, no terceiro ano do ensino...

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)Literatura(

Rupturas: Raduan Nassar e Robert Arlt - o estilo como tomada de posição

Na literatura, o texto não necessita estar de acordo com o modo de escrita do período de tempo em que o escritor está inserido. Caso fosse assim, não teríamos mudanças. Além disso, também há textos que não preconizam transformações, mas não deixam de apontar um desvio da escritura em relação ao que se escreve no período, fato que se torna mais visível e mais premente à medida que se aproxima a modernidade. A perspectiva do progressismo e o começo da industrialização no ocidente geralmente são...

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)Sarau(

Árvore genealógica

árvore genealógica\\ ela queria ser uma árvore\ dar sombra às pessoas\ deixar seus galhos\ braços partidos\ na lareira\\ servir de alvo ao raio\ que lhe tiraria a vida\ mas não o sol e o que restaria ainda\\ nela os passarinhos viriam fazer sininhos\\ quem sabe um dia um morador de rua\ construiria a tão sonhada casa em suas costas\ com escada e tudo\\ tu\ do ::\\ dor\ va\ le\ e\ um\\ ter a sorte de um casal\ no seu peito\ tatuar dois nomes\\ contornados por um trespassado\ coração...

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)Literatura(

Shakespeare em apenas um ato

Desdemona está parada no centro do palco, a poucos metros de um crânio humano. Entra Romeu. Romeu: Com licença; você tem lume? Desdemona: Eu não fumo. Romeu: Que pena! Entra Otelo. Otelo: O que você estava falando com ele? Desdemona: Ele me pediu lume. Otelo: Sei. Ricardo III entra com um fósforo aceso. Ele se aproxima de Romeu. Ricardo III: Eis o inverno de seu descontentamento. Romeu: Ah! Obrigado! Romeu acende o cigarro. Ricardo III: O prazer foi todo meu...

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)Cinema(

Paris branca de neve

Ontem assisti a "Medos privados em lugares públicos". Nunca havia visto nenhum filme de Alain Resnais (1922-2014). Acho. Deixa eu ver no Google. É, não mesmo. Nem mesmo "Hiroshima, meu amor" (que vergonha, Renato!) e muito menos "O ano passado em Marienbad" (sem comentários). Será que vi "Fumar/Não fumar?". Deixa eu ver de novo no Google. Não, também não vi, mas lendo sobre esse filme na internet, descubro que vou ter de correr atrás. Por quê? Veja o que diz um blog português que achei na...

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Este sítio, Tertúlia, nasceu de um fanzine. De 1993 a 1997 foram apenas seis números. Fanzine é uma revista que você mesmo faz, com tesoura, cola e uma ideia na cabeça. "Xerox e revolução", disse Marcel Plasse nos anos 90. Tertúlia agora está on-line. Seja bem-vind@. Música, cinema, literatura, entrevistas, futebol (Santos Futebol Clube), um pouco de meu trabalho (work in progress) e de tudo um pouco (gastronomia, cidades etc.). Coisas para relembrar: nunca tive talento para tocar guitarra (infelizmente) e sempre gostei de botes contra a corrente.
Renato Alessandro dos Santos
realess72@gmail.com

"Olá, este é o site do fanzine Tertúlia. Nos anos 1990, fazer fanzine era mais do que ter um blog ou um site. Era esperar pelo carteiro todo dia, quando e-mails ainda não faziam parte da vida; as cartas chegavam sem parar. Mesmo quando não havia carta alguma, o carteiro passava lá em casa. 'Não vai ficar triste, menino, mas hoje não tem carta', lamentava. 'Não há problema', eu dizia.'Amanhã chega mais'. E chegava. Cartas vinham de tudo quanto é parte do Brasil e fora daqui: Espanha, Cuba, EUA. O fanzine ia cada vez mais longe... LEIA MAIS...