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)Livros(

As alucinações do milênio

De volta para o futuro criou em toda uma geração o desejo de flanar pelas lianas do tempo, e se possível com um Delorean. Michael J. Fox, dentro daquele carro, fez escola e, hoje, as viagens no tempo, na ficção, vez ou outra ganham telas e páginas de livros que – diante da oferta incessante de obras que nossa época vive – ficam à espera de uma oportunidade, à qual a gente se agarra quando estamos dispostos a deixar de lado alguma obrigação, prontos para enveredar pelo descompromisso que uma...

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)Livros(

O discreto charme da burguesia

A literatura brasileira é rica na tradição de evocar suas elites políticas e/ou econômicas. Isto acontece, sobretudo, porque foram poucos os autores que não se originaram dessa casta privilegiada. Desde os primeiros anos heroicos de identificação da nacionalidade, José de Alencar já trafegava nessa via; como atestam muitos de seus personagens, eles são médicos, advogados, políticos, nobres, frequentadores das requintadas festas do segundo império. É notório que há os remediados, mas esses...

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)Livros(

Em novo romance, George dos Santos Pacheco retorna com sua peculiar literatura inventiva

A morte de um advogado corrupto está no epicentro deste novo romance de George dos Santos Pacheco. Embora o autor ainda não tenha soprado as 40 velinhas, ele já chega ao quarto romance, contando ainda com livros de contos, com poemas e com crônicas que vem lançando frequentemente. Agora, é outra narrativa policial que ele publica; a anterior, O pacto, respinga aqui, em O mundo é pequeno demais para nós dois, obra repleta de marcas que, longe de uma abordagem tradicional, carregam os sinais de...

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)Livros(

Isto é para quando você vier

Deixa eu ver se entendi. Foi com esse comentário que, de madrugada, me ocupei sem mais nem menos. Vinha do meu cérebro, de uma das sinapses mais impacientes e histéricas. A discussão havia começado já fazia um certo tempo. A coisa ia longe. Mas, para a alegria delas, a campainha tocou: era o entregador do iFood, com as pizzas no portão, o que as apaziguou um pouco, embora o circo ainda pegasse fogo. Tudo por causa de Bernardo. O eremita? Não. Bernardo Carvalho. Há obras literárias que pedem...

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)Contos(

Amanhã a gente volta

– Não conhecia meu filho, João, te juro. – Difícil não conhecer o próprio filho. – Verdade, não acredita? Maria, traz outro café, por favor. – O café daqui é bom mesmo, hein, você tem razão, vou pedir também mais um. Como é mesmo o nome da garçonete?, Maria, isso mesmo, Maria, por favor, mais um pra mim também. Mas como?, você não criou seu filho? – Criei, até certo ponto, mas criei. – Como, então, não o conhece? – Escute, você vai compreender. Obrigado, Maria, obrigado, apenas um...

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)Cinema(

"Manchester à beira-mar", um filme para se guardar

Em meio ao arrastão de filmes que temos à disposição, de acesso tão fácil quanto retomar o caminho para chegar em casa, Manchester à beira mar é um exemplo cada vez mais raro daquele tipo de cinema que tão bem faz à alma da gente, quando, semanas depois, no chuveiro ou no passeio, o filme ainda fica a cutucar o cocoruto. A primeira surpresa é a de que a história não se passa na Manchester que se espera, mas sim em uma cidadezinha de mesmo nome, nos Estados Unidos, perto de Boston...

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Este sítio, Tertúlia, nasceu de um fanzine. De 1993 a 1997 foram apenas seis números. Fanzine é uma revista que você mesmo faz, com tesoura, cola e uma ideia na cabeça. "Xerox e revolução", disse Marcel Plasse nos anos 90. Tertúlia agora está on-line. Seja bem-vind@. Música, cinema, literatura, entrevistas, futebol (Santos Futebol Clube), um pouco de meu trabalho (work in progress) e de tudo um pouco (gastronomia, cidades etc.). Coisas para relembrar: nunca tive talento para tocar guitarra (infelizmente) e sempre gostei de botes contra a corrente.
Renato Alessandro dos Santos
realess72@gmail.com

"Olá, este é o site do fanzine Tertúlia. Nos anos 1990, fazer fanzine era mais do que ter um blog ou um site. Era esperar pelo carteiro todo dia, quando e-mails ainda não faziam parte da vida; as cartas chegavam sem parar. Mesmo quando não havia carta alguma, o carteiro passava lá em casa. 'Não vai ficar triste, menino, mas hoje não tem carta', lamentava. 'Não há problema', eu dizia.'Amanhã chega mais'. E chegava. Cartas vinham de tudo quanto é parte do Brasil e fora daqui: Espanha, Cuba, EUA. O fanzine ia cada vez mais longe... LEIA MAIS...